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Leilão de marcas da Vasp fracassa


Pela terceira vez, terminou sem lances o leilão de dois lotes de marcas registradas pela falida Vasp. Além do nome da companhia aérea, foram levadas ontem à venda as marcas Vaspex, Tarifácil, Vasp Vupt e Vasp Ponte Aérea. O lance inicial do conjunto era de R$ 515 milhões. Em 2012, ocorreram duas tentativas de venda, todas sem interessados. Para o juiz da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, Daniel Cárnio Costa, a falta de interessados poderia ser um indicativo de que o valor de avaliação não está adequado ou de que as marcas não despertam mais interesse. Um imóvel em Ilhéus (BA), avaliado em R$ 2,36 milhões, e um conjunto de objetos - mobília, aparelhos de fax, cadeiras, lixeiras, telefones, jarros de vidro, entre outros - também foram leiloados ontem. Mas também não foram feitos lances. O leilão do edifício que era sede da empresa, avaliado em R$ 111 milhões e considerado um dos bens de maior valor da massa falida, foi suspenso na semana passada. Por meio de uma liminar, a juíza federal Regilena Emy Fukui Bolognesi, da 11ª Vara Federal de São Paulo, determinou a indisponibilidade do imóvel, a suspensão de qualquer tentativa de venda e ordenou o bloqueio de sua matrícula, garantindo a posse do edifício à União Federal. Novos leilões serão realizados nas próximas semanas, de outros imóveis e obras de arte. A venda de bens da Vasp começou depois que a falência da companhia aérea foi decretada, em 2008. A dívida da empresa, calculada na época da falência, chegava a R$ 5 bilhões. Autor: Beatriz Olivon